quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Volte para Brasil você também

Mais uma temporada começa para o futebol brasileiro e, mais uma vez, tenho me empenhar em levar o blog adiante. Enquanto espero dar 16h para começar a cobertura do amistoso entre Corinthians e Huracán, vamos ao que interessa.


Já que falei em Corinthians, começo por aqui. Foi a equipe paulista que melhor de reforçou para este ano, tão importante em sua história. Chama a atenção, no entanto, as idades dos destaques: Danilo (30), Tcheco (33), Iarley (35) e Roberto Carlos (36). Os atletas dizem que isso não vai influenciar, que o que importa é a experiência.


Alheio a este fato, me concentro em um outro que me chamou bastante a atenção. Depois das voltas de Ronaldo, Fred e Adriano para o futebol brasileiro, é a vez de Roberto Carlos. Todos jogadores consagrados, mas que perderam seus espaços no alto nível do futebol europeu. Já aqui no Brasil, se destacam, são ídolos, reis para suas torcidas – basta lembrar o que os três fizeram em 2009 por seus clubes.


Pois bem, você jogador rodado que está enchendo os bolsos de dinheiro e jogando em algum clube obscuro do oriente. Venha para o Brasil, sinta o calor das massas te ovacionando, seja tratado como um craque novamente. Juninho Pernambucano, Rivaldo, Zé Roberto, Denílson, Dida, Alex e outros tantos que já garantiram o pé-de-meia para o futuro. Pensem um pouco... Voltem e encantem as calorosas arquibancadas brasileiras.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

A volta do orgulho nacional

Quando assumiu o comando da seleção, depois do fracasso brasileiro na Copa-2006, Dunga era muito criticado. Como ele mesmo costumar dizer, “era para ficar por dois, três meses”. Três anos depois, o treinador conquista seu segundo título com o país e segue à risca o histórico de Parreira.

Uma diferença, entretanto, é observada entre os times dos dois técnicos. Em 2005, o Brasil era o atual campeão do mundo e contava com uma das melhores gerações de craques de sua história – o tão falado quadrado mágico. O troféu da Copa das Confederações veio em um chocolate sobre a Argentina e a equipe saiu da Alemanha eufórica, achando que o Mundial seria barbada.

Este ano, não temos uma geração tão brilhante e muitos não jogam em clubes de ponta. Dunga promoveu uma renovação no time. Mas, mais do que mexer no elenco, ele mexeu no brio dos atletas – Kaká, por exemplo, sofreu com o treinador. E hoje, liderados pelo novo craque do Real Madrid, temos um time. Um grupo.

Ontem, em Johanesburgo, o Brasil precisou suar sangue para vencer. Venceu e chorou. Os Estados Unidos não são a nata do futebol mundial, mas valorizaram a conquista brasileira. O que se viu após a partida foi o resgate do orgulho de vestir a amarelinha e a emoção de quem sabe como é difícil alcançar o topo (confesso que vibrei e me emocionei como há muito não fazia com a seleção).

Na comemoração, avisos ao mundo que “o Brasil voltou”. Sim, sempre seremos favoritos. Mas algo muito mais notório: a oração conjunta e a cobrança de pés no chão. Cobranças de que nem a vaga na Copa está garantida ainda e que há muito a se trabalhar para repetir o feito no ano que vem.

Dunga chegará ao Mundial-2010. Ele e Parreira (este em sua última passagem, de 2002 a 2006) conquistaram a Copa América e a Copa das Confederações. E as semelhanças param aí. Hoje, o atual técnico tem um time unido.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O freguês voltou...

Quando se enfrentaram pela primeira vez em 2009, São Paulo e Corinthians viviam momentos distintos. O primeiro era hexacampeão brasileiro e cantava que o freguês havia voltado, em alusão ao retorno dos rivais à Série A do Brasileiro. Este, por sua vez, lutava para acabar com a desconfiança e recuperar o prestígio abalado pelo rebaixamento. Na ocasião, em fevereiro, o Morumbi assistiu a um empate.

Dois meses depois, voltaram a se encontrar nas semifinais do Paulista em pé de igualdade, com leve favoritismo tricolor por jogar por dois resultados iguais. As vitórias corintianas, e consequentemente o título, sacramentaram sua volta e resgataram ainda o estigma de não perder para o rival em jogos decisivos.

Os papéis já estavam definitivamente invertidos no último domingo. Um, a um passo de ser tricampeão da Copa do Brasil. Outro, eliminado da Libertadores e sem técnico. Ao ligar a TV e o rádio para cobrir o clássico do Pacaembu, já imaginava o que estava por vir. O 3 a 1 aconteceu com uma naturalidade espantadora que, se fosse mais, não seria um absurdo. No final, ficou a festa da torcida: o freguês voltou... Mas eram corintianos cantando.

Mais do mesmo

Foram três anos de Muricy Ramalho no comando do São Paulo. O clube e sua diretoria eram elogiados pela estrutura de primeiro mundo, por serem visionários e estarem à frente do tempo no futebol brasileiro. Até aparecerem as derrotas e a primeira grande crise. E o treinador cai.

Muricy é tricampeão brasileiro com o Tricolor, mas não ganhou a tão sonhada Copa Libertadores. Fracassou três vezes diante de três rivais brasileiros, mas sempre se mantinha no comando graças às boas campanhas no Nacional. No ano passado, foi muito contestado e deu a volta por cima. Em 2009, o time não vai bem e o técnico não resistiu.

A diretoria são-paulina alega desgate, mas o fato é que estabilidade há quando se tem resultados positivos em campo. Na primeira temporada em que passará em branco após cinco anos, o São Paulo demite seu técnico e encerra uma era em que se tornou, sem dúvidas, o maior clube do país. A impressão que fica: os dirigentes tricolores não passam de mais do mesmo.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

O início da dança...

Como se fosse um prólogo: Peço licença e desculpas ao professor Hilário Franco Júnior, do departamento de História da USP. O nome deste blog se refere à melhor definição de futebol que já li: como uma dança dos deuses, título de um livro do professor sobre este esporte. Nele, é explicado que o futebol é bastante jogado, mas insuficientemente estudado. A todos, recomendo esta leitura. Muitos dizem que o futebol de hoje é muito sério e tático, que os atletas perderam a molecagem (que só vemos hoje com frequência na Copa SP). Isso explica a segunda parte do título.


Antes de sentar em frente ao computador e começar a digitar tais linhas, pensei muito sobre o que falaria aqui. Qual seria o foco que eu tomaria... Explico: estudo jornalismo na ECA-USP e entro agora no terceiro ano. A única coisa que sei é que desejo seguir na área esportiva. Desde o primeiro momento em que decidi a carreira, queria ir para o lado do esporte. Futebol mais precisamente.

Não sou daqueles fanáticos que sabem a escalação do Atlético-MG campeão brasileiro de 1971. Para mim, já basta saber que este time foi o campeão neste ano. O que quero dizer, na verdade, é que adoro futebol, assistir a uma partida e sentir sua emoção enquanto analiso taticamente o que acontece dentro das quatro linhas. Assim, seguindo diversos conselhos de colegas de faculdade, estou criando este blog.

Por poucos meses pude desfrutar do privilégio de estar envolvido neste maravilhoso mundo da bola e conhecê-lo de perto. Explico novamente: em 2008, realizei um estágio na FPF (Federação Paulista de Futebol) e tive meu primeiro contato com os profissionais que antes só via na TV e lia nos jornais. O sonho estava se realizando. Certo dia entrevistei o Zetti, meu primeiro ídolo no futebol! Sim, o sonho estava se realizando. Entretanto, alguns imprevistos impediram que esta experiência se estendesse por mais tempo. Pelo menos, o primeiro passo já estava dado.

Este texto inaugural não era para ser uma biografia minha, mas receio que já se tornou. Então, sem mais blá blá blá sobre a minha pessoa, vou direto ao ponto. Daqui pra frente, tentarei atualizar isso aqui diariamente e comentar o que acontece no futebol brasileiro e mundial sob meu ponto de vista e buscando fazer uso de um toque de humor, se possível. Aliás, falando ainda sobre este primeiro texto, será bem simplesinho. Apenas para mostrar ao mundo que estou por dentro do que está acontecendo por aí.

Em tempo, como sou paulistano, começo falando dos clubes daqui. Não é porque sou são-paulino, mas quem melhor se reforçou para a atual temporada foi o Tricolor. Sem precisar mencionar todas as contratações, cito duas: Arouca e Washington. No caso do primeiro, já visualizo a dupla de volantes formada por ele e Jean. Assim, Muricy solta o Hernanes, que será o camisa 10, para a criação e abraço! Já no caso do segundo, ele deve ser o matador da vez. Sim, o Borges tem ido muito bem, mas não é o artilheiro dos sonhos da torcida. Diretoria mandou bem.

Já no Corinthians, expectativa sobre Ronaldo. Se ele irá ou não voltar a jogar bem, não sei. O grande destaque aí, como foi bem abordado por muitos, é o marketing envolvido. Já o Palmeiras assusta. Depois de perder vários jogadores, ser recebido da pré-temporada com protesto da torcida e não ter trazido reforços de peso, o time foi derrotado por 3 a 0 para o Rio Claro em jogo-treino. Sinal de alerta no verdão.

Por hoje é só, mas vem mais por aí...