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segunda-feira, 22 de junho de 2009

O freguês voltou...

Quando se enfrentaram pela primeira vez em 2009, São Paulo e Corinthians viviam momentos distintos. O primeiro era hexacampeão brasileiro e cantava que o freguês havia voltado, em alusão ao retorno dos rivais à Série A do Brasileiro. Este, por sua vez, lutava para acabar com a desconfiança e recuperar o prestígio abalado pelo rebaixamento. Na ocasião, em fevereiro, o Morumbi assistiu a um empate.

Dois meses depois, voltaram a se encontrar nas semifinais do Paulista em pé de igualdade, com leve favoritismo tricolor por jogar por dois resultados iguais. As vitórias corintianas, e consequentemente o título, sacramentaram sua volta e resgataram ainda o estigma de não perder para o rival em jogos decisivos.

Os papéis já estavam definitivamente invertidos no último domingo. Um, a um passo de ser tricampeão da Copa do Brasil. Outro, eliminado da Libertadores e sem técnico. Ao ligar a TV e o rádio para cobrir o clássico do Pacaembu, já imaginava o que estava por vir. O 3 a 1 aconteceu com uma naturalidade espantadora que, se fosse mais, não seria um absurdo. No final, ficou a festa da torcida: o freguês voltou... Mas eram corintianos cantando.

Mais do mesmo

Foram três anos de Muricy Ramalho no comando do São Paulo. O clube e sua diretoria eram elogiados pela estrutura de primeiro mundo, por serem visionários e estarem à frente do tempo no futebol brasileiro. Até aparecerem as derrotas e a primeira grande crise. E o treinador cai.

Muricy é tricampeão brasileiro com o Tricolor, mas não ganhou a tão sonhada Copa Libertadores. Fracassou três vezes diante de três rivais brasileiros, mas sempre se mantinha no comando graças às boas campanhas no Nacional. No ano passado, foi muito contestado e deu a volta por cima. Em 2009, o time não vai bem e o técnico não resistiu.

A diretoria são-paulina alega desgate, mas o fato é que estabilidade há quando se tem resultados positivos em campo. Na primeira temporada em que passará em branco após cinco anos, o São Paulo demite seu técnico e encerra uma era em que se tornou, sem dúvidas, o maior clube do país. A impressão que fica: os dirigentes tricolores não passam de mais do mesmo.